Mostrando postagens com marcador controller. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador controller. Mostrar todas as postagens
06/09/2010
Chimpanzé incendiário bebendo diesel
LLM setmix 100903a | Orangotango lenhador ladeira abaixo de rolimã by looplemonkey
LLM setmix 100903b | Chimpanzé incendiário bebendo diesel Petrobras by looplemonkey
29/08/2010
Chamem os macacos, mas não reclamem depois
Bomb The Bass e Front 242 basicamente me deram o empurrão pra gostar de música eletrônica, isso quando para ser DJ não bastava ter uma fama Miojo. Certa vez numa matinê na Yellow, casa noturna do final dos anos 80 em Maringá, uma dupla de DJs se apresentava fazendo manobras incríveis nas pickups. Nessa mesma época entrei em contato com a produção de fanzines no Brasil (tenho vários legais, posto em outro blog depois). A cultura do skate e do surf estavam em seu início de ciclo da prosperidade. Junte a isso um pouco de grafitti e você tem um moleque que gosta de desenhar, faz e troca zines com gente do país todo, tenta andar de skate, aprecia o estilo do surf e jura que um dia vai fazer pessoas dançarem ao seu som.
Muitos anos se passaram desde essa época. Até que em 2002 comprei meu primeiro mixer, era um Gemini de 2 canais, usado. E junto investi uma grana pesada em um par de caixas de som, amplificador, cabos, rack. Logo na sequência fiz um upgrade com um par de CDJ 100. Meu desejo adolescente de virar DJ só pude realizar na vida adulta. Não é fácil arrumar lugar pra tocar, ainda mais que meus sets nunca foram feitos pra agradar a maioria, sempre tentei tocar coisas diferentes, sons que eu não ouvia facilmente por aí. É, vamos concordar, Dave The Drummer tem que ter lugar e gente certa.
Passada a fase dos CDJs veio o interesse por manipular áudio, montar músicas e tentar fazer algo mais personalizado. Em 2005 comecei a experimentar loops num editor de áudio da Apple, o Soundtrack, montei umas 50 tracks que usava pra discotecar. Era bem divertido quando alguém vinha perguntar que som era aquele e eu dizia que era meu. Sempre inspirado pelo som de gente como Chris Liberator, Anderon Noise, Dave The Drummer e outros caras mais undeground.
Depois da fase solitária o Loop Le Monkey aumentou o time com o visualista Chico Rasia. No arsenal, Macbooks, softwares inteligentes, controladores, projetor, telão e muita cerveja renderam cerca de 1000 minutos de sets gravados, vários vídeos, convites pra tocar em lugares legais e muitas pessoas descobrindo que podiam gostar de música eletrônica.
Hoje temos tocado publicamente menos do que gostaríamos, mas sempre que dá tem algo novo sendo gravado, como esses dois sets adiante. Eles fazem parte de um novo jeito de usar o Trigger Finger, uma maneira mais suave de tocar, mais próxima do que se faz num set de DJ. Quem ouve nossos sets regularmente vai notar a diferença e a evolução sonora.
Vida longa ao Loop Le Monkey e nos chamem pra tocar. Queremos ver o teto tremendo.
Muitos anos se passaram desde essa época. Até que em 2002 comprei meu primeiro mixer, era um Gemini de 2 canais, usado. E junto investi uma grana pesada em um par de caixas de som, amplificador, cabos, rack. Logo na sequência fiz um upgrade com um par de CDJ 100. Meu desejo adolescente de virar DJ só pude realizar na vida adulta. Não é fácil arrumar lugar pra tocar, ainda mais que meus sets nunca foram feitos pra agradar a maioria, sempre tentei tocar coisas diferentes, sons que eu não ouvia facilmente por aí. É, vamos concordar, Dave The Drummer tem que ter lugar e gente certa.
Passada a fase dos CDJs veio o interesse por manipular áudio, montar músicas e tentar fazer algo mais personalizado. Em 2005 comecei a experimentar loops num editor de áudio da Apple, o Soundtrack, montei umas 50 tracks que usava pra discotecar. Era bem divertido quando alguém vinha perguntar que som era aquele e eu dizia que era meu. Sempre inspirado pelo som de gente como Chris Liberator, Anderon Noise, Dave The Drummer e outros caras mais undeground.
Depois da fase solitária o Loop Le Monkey aumentou o time com o visualista Chico Rasia. No arsenal, Macbooks, softwares inteligentes, controladores, projetor, telão e muita cerveja renderam cerca de 1000 minutos de sets gravados, vários vídeos, convites pra tocar em lugares legais e muitas pessoas descobrindo que podiam gostar de música eletrônica.
Hoje temos tocado publicamente menos do que gostaríamos, mas sempre que dá tem algo novo sendo gravado, como esses dois sets adiante. Eles fazem parte de um novo jeito de usar o Trigger Finger, uma maneira mais suave de tocar, mais próxima do que se faz num set de DJ. Quem ouve nossos sets regularmente vai notar a diferença e a evolução sonora.
Vida longa ao Loop Le Monkey e nos chamem pra tocar. Queremos ver o teto tremendo.
Tags:
ableton live,
controller,
Gravação,
live,
Live set,
setmix,
trigger finger
01/08/2010
Non sense beat com bananas tóxicas e alta fermentação
Eu sempre tento explicar pra quem não entende muito de música eletrônica que tipo de som fazemos, depois de recapitular alguns sets acho que o nome mais adequado ao que fazemos seria non sense beat. Nesses dois sets dá pra ter essa noção com mais clareza, espero.
Faz tempo que n ão fazemos vídeos, briguem com o Chico Rasia.
Faz tempo que n ão fazemos vídeos, briguem com o Chico Rasia.
11/02/2010
Carnaval símio
Enquanto os seres humanos com ou sem juízo fogem de suas casas para os festejos pagãos, os chimpanzés adestrados do LLM vão brincar com novas ideias e ferramentas:
Controllerism
Se Turntablism é usar pickups e scratchs para (re)criar músicas, Controllerism é usar controladores para criar música, a partir de loops, samples, sequenciadores e tudo o mais. Ok, é muito parecido com o que o Cláudio faz usando um TriggerFinger e o Ableton Live, mas o Matt Moldover e o Ean Golden levam o Controllerism às últimas consequências:
Parte da graça está justamente em modificar os controladores. Se você tem um controlador dando sopa por aí, que tal se inspirar n'O Guia Moldover de Modificação de Hardware?
Pure Data
Pd é um ambiente gráfico de programação em tempo real para audio, vídeo e processamento gráfico. É uma iniciativa open-source (como tudo de legal ultimamente) criada pelo idealizador do MAX/MSP. Ainda não explorei a fundo recursos do Pd, mas é promissor. Mais detalhes na página do projeto.
Grafx2
Nada de Flash, Illustrator ou vetores. Grafx2 é um editor old school de gráficos baseados em pixels - a boa e velha Pixel Art. Baixa lá na página do projeto no Google Code. Dica do Paris Treantafeles (@parisgraphics).
Tags:
ableton live,
carnaval,
controller,
controllerism,
grafx2,
lo-fi,
pd-extended,
pixel art,
programação,
puredata
10/04/2009
Control Monkey
Trigger Finger, MD-P1-S, axiom 25. Quem acompanha o blog já deve estar cansado de ver esses três nomes. Mas, afinal, pra que servem essas maquininhas? Se o Loop Le Monkey executa áudio e vídeo a partir de programas de computador, o teclado e o mouse não deveriam ser mais que suficientes?
Para entender minha paixão por esse lado altamente técnico da performance, vamos olhar com um pouco mais de atenção para dois conceitos, cibernética e interface e, por fim, estudar em mais detalhes os diferentes modos de controle.
1. cibernética
O que raios a cibernética e a teoria dos controles tem a ver com música?
Essas duas disciplinas complementares procuram compreender como sistemas fechados se comportam e se regulam, através do fluxo de informação entre seus componentes. Basicamente, as saídas de um sistema são medidas, comparadas com um valor de referência e os valores de entrada são regulados para que as saídas fiquem dentro dos valores desejados.
Mas o interessante é entender que esse controle é feito através de informação, e não através da ação direta sobre a saída do sistema. Vou tentar esclarecer: quando eu controlo vídeos, eu não manipulo os vídeos diretamente, mas sim um pedaço de informação (um valor numérico MIDI) que é interpretado pelo software que, então, manipula o arquivo de vídeo.
(Em última instância, o software não manipula o vídeo tanto quanto manipula os zeros e uns do arquivo digital que serão, então, convertidos em pixels, os pixels em pulsos eletromagnéticos com valores de cor e luminância enviados para o projetor, que os converte em fótons que são finalmente projetados sobre a tela...)
in•ter•fa•ce / noun / (Computing) a device or program enabling a user to communicate with a computer.
Para entender minha paixão por esse lado altamente técnico da performance, vamos olhar com um pouco mais de atenção para dois conceitos, cibernética e interface e, por fim, estudar em mais detalhes os diferentes modos de controle.
1. cibernética
O que raios a cibernética e a teoria dos controles tem a ver com música?
Essas duas disciplinas complementares procuram compreender como sistemas fechados se comportam e se regulam, através do fluxo de informação entre seus componentes. Basicamente, as saídas de um sistema são medidas, comparadas com um valor de referência e os valores de entrada são regulados para que as saídas fiquem dentro dos valores desejados.
Mas o interessante é entender que esse controle é feito através de informação, e não através da ação direta sobre a saída do sistema. Vou tentar esclarecer: quando eu controlo vídeos, eu não manipulo os vídeos diretamente, mas sim um pedaço de informação (um valor numérico MIDI) que é interpretado pelo software que, então, manipula o arquivo de vídeo.
(Em última instância, o software não manipula o vídeo tanto quanto manipula os zeros e uns do arquivo digital que serão, então, convertidos em pixels, os pixels em pulsos eletromagnéticos com valores de cor e luminância enviados para o projetor, que os converte em fótons que são finalmente projetados sobre a tela...)
Viagem? Sim, sem dúvida.
Mas entender como a informação é capaz de agir sobre todos os sistemas, vivos e não vivos, foi uma descoberta revolucionária; em "O rio que saía do Éden", Richard Dawkins argumenta que o DNA foi a maneira que a natureza encontrou para codificar e replicar informação bilhões de anos antes que fosse desenvolvida a linguagem.
Agora que entendemos que é possível controlar objetos através de informação ao invés de agir diretamente sobre eles, surge uma nova possibilidade: converter uma forma de informação em outra. Para isso existem as interfaces.
2. interfaces
Interface homem-máquina, interface de software, multi-touch interface. O termo vem sendo usado com tanta frequência que quase está perdendo o sentido. Do dicionário:
in•ter•fa•ce / noun / (Computing) a device or program enabling a user to communicate with a computer.
Essa é uma boa definição. Mas, para o caso do LLM, não é suficiente. Afinal, teclados, mouses e monitores são interfaces homem-máquina, e descobrimos progressivamente que esses dispositivos não são os mais eficientes para nosso trabalho.
Uma interface é um dispositivo capaz de transformar um tipo de informação em outro, compreensível pelo sistema sobre o qual se pretende agir para se obter o resultado de saída desejado.
Fótons sobre a tela de projeção em muito diferem da posição de um controlador rotatório. Mas, para nós, é muito mais fácil manipular um controlador rotatório, um botão, um pad do que tentar controlar fótons ou ondas sonoras. Enfim, o que eu quero dizer é que somente através da manipulação da informação é possível produzir o resultado de música ou de vídeo.
3. as interfaces em detalhes
As superfícies de controle que o Loop Le Monkey utiliza atualmente são um Trigger Finger, um Axiom 25 (ambos da m-audio) e um MD-P1-S da Edirol/Roland. O primeiro é usado em conjunto com o Ableton Live para a performance de música, e os outros dois são usados com o motiondive para a performance de vídeo. Naturalmente, usamos ainda os teclados e mouses dos notebooks, mas somente como complemento.
3.1 pad
Os pads sensíveis à pressão enviam informações de nota musical e velocidade (ou pressão); sua função básica é iniciar loops, ligar e desligar efeitos (um controle do tipo ligado-desligado) no Ableton Live.
Já os valores de pressão são usados com o Loop Bender, uma maneira que nós inventamos para manipular clipes de vídeo. Esse controle é altamente dinâmico e sensível e, aplicado aos vídeos, acaba com qualquer noção de temporalidade e linearidade. Sergei Eisenstein adoraria.
3.2 rotatórios
Os controladores rotatórios são excelentes para a manipulação de valores incrementais: volume dos canais de áudio, equalização de cor, ponto de início e fim de clipes de vídeo, valores que podem ou precisam ficar fixos por algum tempo.
Também são usados para navegação (escolher plugin de vídeo no motiondive, por exemplo).
3.3 sliders / crossfader
Os sliders fazem quase as mesmas funções que os rotatórios, mas são uma representação visual mais direta da posição e do valor do controle sobre o qual atuam. Usamos para manipulação de efeitos de áudio, basicamente.
Já o crossfader é específico do MD-P1-S. Quem já mexeu com discotecagem sabe exatamente o que ele faz. Em análise mais aprofundada, um crossfader é uma variação do slider, adaptado para a escolha entre os extremos de uma escala de valores.
3.4 botões
Simples controles de ligado-desligado, sem sensibilidade à pressão. Usados principalmente para o disparo de clipes e controles de efeitos.
3.5 teclas
As teclas brancas e pretas (como as de piano) produzem valores de nota musical, velocidade e, no caso do axiom, pressão (controle aftertouch). São muito versáteis, podendo ser usadas para o disparo de clipes, controle de canais de áudio e, é claro, para a composição musical.
Como vimos, não há mais que meia dúzia de modos de controle. Mas a distribuição física desses controles (bidimensional, tridimensional), a percepção tátil da posição de cada botão e rotatório (e eis aqui o meu ceticismo com as supostas interfaces touchscreen, que eu prefiro chamar de lookbutton) e a fineza de controle que se obtém com essas interfaces permite a conversão muito mais direta da informação.
Forma-se aí um loop fechado de informação, cérebro > mãos > controle > software > saída > olhos e ouvidos > cérebro, que em cada iteração altera o output do sistema e cada output do sistema leva à mudança dos inputs, em um processo orgânico de performance que somente é possível através da simbiose entre homem e máquina.
Tags:
axiom 25,
cibernética,
controller,
interface,
m-audio,
MD-P1-S,
MIDI,
trigger finger,
visualist
05/04/2009
Macacos comentam sobre as músicas.
Resolvi ampliar o uso do Soundcloud pra subir as músicas, ele tem funções bem mais interessantes do que a last.fm, poder fazer comentários e integrar-se ao twitter é o que mais gosto. Ouçam e comentem. Se gostarem baixem e espalhem. Valeu.
28/03/2009
A show of hands
Loop Le Monkey como ninguém nunca viu:
Tags:
ableton live,
axiom 25,
Chico Rasia,
Cláudio Soares,
controller,
making of,
MD-P1-S,
MIDI,
Motiondive
23/02/2009
Cena 152. Gravando.
Pra mim, o mais legal do Loop Le Monkey não é o que fazemos quando estamos juntos tocando música+video, mas sim os bastidores, onde ficamos revirando o mundo atrás de sons e visuais interessantes. E esse revirar coisas também inclui pesquisar onde podemos tocar. Não é todo lugar que tem estrutura audiovisual completa.
Não temos uma agenda de shows pra cumprir. Se tivéssemos isso viraria trabalho, coisa que já temos o suficiente. Gosto de procurar eventos (Campus Party, Mundo Mix) e lugares onde imagino ser legal tocar, um deles é a Praça do Gaúcho, em Curitiba, nossa cidade. Ali seria um show perfeito, as pessoas sentadas ao ar livre bebendo e a gente descendo a lenha no audiovisual tech-house-breaks-big beat-maximal e afins.
Acho interessante tocar em clubes da noite, mas tocar em lugares fora do comum parece mais divertido.
Cláudio Soares: Diretor de criação da CS Revue que divide os macacos eletrônicos audiovisuais com @chicorasia
Não temos uma agenda de shows pra cumprir. Se tivéssemos isso viraria trabalho, coisa que já temos o suficiente. Gosto de procurar eventos (Campus Party, Mundo Mix) e lugares onde imagino ser legal tocar, um deles é a Praça do Gaúcho, em Curitiba, nossa cidade. Ali seria um show perfeito, as pessoas sentadas ao ar livre bebendo e a gente descendo a lenha no audiovisual tech-house-breaks-big beat-maximal e afins.
Acho interessante tocar em clubes da noite, mas tocar em lugares fora do comum parece mais divertido.
Cláudio Soares: Diretor de criação da CS Revue que divide os macacos eletrônicos audiovisuais com @chicorasia
22/12/2008
LLM 3.0: monkey, evolved!
Sempre pensamos que o blog do Loop Le Monkey, além de servir como canal de relacionamento com o resto do mundo, também deveria ser nossa memória e registro histórico da evolução do LLM.
Agora, às vésperas da virada de 2009, achei que seria um ótimo momento para registrar a história dos símios mutantes radioativos.
LLM 0.0: the origin of monkey
Tudo começou em meados de 2006 (outubro ou novembro, eu acho...), quando o DJ Hermes nos apresentou o motion dive; eu lembro que ficamos maravilhados com a idéia de poder manipular vídeos como se fossem discos numa pickup!
LLM 0.1: macacos da pedra lascada
Nosso primeiro experimento símio foi na casa do Cláudio (quando ele ainda trabalhava em casa...); tínhamos um motion dive instalado num laptop HP que era simplesmente horrível, mas que tinha uma saída s-video. Ligamos o Reason no iMac do cláudio, espetamos o laptop na televisão e deixamos emergir nossos macacos interiores...
Foi.... interessante.... como prova de conceito, pelo menos.
Até hoje imagino o que os vizinhos pensaram naquela tarde de sábado...
LLM 1.0: macacos com rodas
Entre os primeiros contatos com o motion dive e a formatação do LLM como deveria ser passou pouco mais de um ano. Foi só no começo de 2008, quando o cláudio comprou um macbook, que pudemos finalmente realizar o que vínhamos cozinhando.
Eu juro que, na época, acreditávamos que o LLM caberia numa mochila... que não teríamos que montar e desmontar instrumentos, mesa de som, potência.....
LLM 2.0: monkey see, monkey do
A principal mudança entre o LLM 1.0 e o 2.0 não teve a ver com controladores ou macbooks: foi uma mudança de organização.
Quando tocamos no Soho, o LLM era um verdadeiro trem desgovernado: jogamos os clipes no Live, sem nenhum trabalho de montagem e edição, e íamos disparando os clipes aleatoriamente, torcendo pra não fazer nenhuma bobagem e rezando pra sair alguma coisa que prestasse.
Descobrimos que, organizando a biblioteca do live em cenas (ou grooves) conseguiríamos ter um pouco mais de controle sobre o que tocamos. Isso significa que teríamos que gastar muitas horas combinando baterias, baixos e synths em estúdio, mas que na hora de tocar ficaria tudo muito mais simples e muito mais legal, sem perder a espontaneidade de um set ao vivo.
Também foi nesse ponto que comecei a personalizar a biblioteca de vídeos (saindo dos samples de filmes e tv e começando a incluir alguns loops vetoriais...), e começamos a fazer os laboratórios símios - dias inteiros dedicados a criar loops de animação - ou, como preferimos falar, embronimation (Walt Disney deve estar rolando no túmulo).
LLM 3.0: the supreme monkey
Controle é tudo. É só isso que posso dizer.
A maior revolução do Loop Le Monkey aconteceu quando abandonamos o teclado e mouse e investimos em controladores MIDI. Axiom 25, Trigger Finger, MD-P1-S.... um setup que, para qualquer geek que se preze, seria como ver a Jennifer Morrison nua!

Foi como se, de repente, os programas criassem vida. Agora conseguimos controlar tanto os clipes de áudio quanto os vídeos de maneira muito mais espontânea. Pra dizer de outra maneira: antes da adoção de controladores MIDI, o LLM funcionava na base da tijolada: soltava um clipe em cima do outro, sem transições, fade-ins e fade-outs, e não tínhamos como controlar efeitos e mixagem.
Ok, eu sei que parece meio forçado... mas quando começamos o LLM, não pensávamos em gastar dinheiro com controladores; essa necessidade surgiu quase que organicamente, ensaio após ensaio, conforme íamos percebendo que tínhamos idéias visuais e musicais que simplesmente não poderiam ser realizadas sem ter mais controle sobre os softwares.
LLM 3.X: the future of monkey
Os últimos clipes de ensaio e os sets mixados representam o LLM na sua versão 3.0. O que vai ser daqui pra frente, eu ainda não sei.
Computação física? Iluminação? Arduino? Controladores customizados? Animação generativa?
Agora, às vésperas da virada de 2009, achei que seria um ótimo momento para registrar a história dos símios mutantes radioativos.
LLM 0.0: the origin of monkey
Tudo começou em meados de 2006 (outubro ou novembro, eu acho...), quando o DJ Hermes nos apresentou o motion dive; eu lembro que ficamos maravilhados com a idéia de poder manipular vídeos como se fossem discos numa pickup!
LLM 0.1: macacos da pedra lascada
Nosso primeiro experimento símio foi na casa do Cláudio (quando ele ainda trabalhava em casa...); tínhamos um motion dive instalado num laptop HP que era simplesmente horrível, mas que tinha uma saída s-video. Ligamos o Reason no iMac do cláudio, espetamos o laptop na televisão e deixamos emergir nossos macacos interiores...
Foi.... interessante.... como prova de conceito, pelo menos.
Até hoje imagino o que os vizinhos pensaram naquela tarde de sábado...
LLM 1.0: macacos com rodas
Entre os primeiros contatos com o motion dive e a formatação do LLM como deveria ser passou pouco mais de um ano. Foi só no começo de 2008, quando o cláudio comprou um macbook, que pudemos finalmente realizar o que vínhamos cozinhando.
Eu juro que, na época, acreditávamos que o LLM caberia numa mochila... que não teríamos que montar e desmontar instrumentos, mesa de som, potência.....
LLM 2.0: monkey see, monkey do
A principal mudança entre o LLM 1.0 e o 2.0 não teve a ver com controladores ou macbooks: foi uma mudança de organização.
Quando tocamos no Soho, o LLM era um verdadeiro trem desgovernado: jogamos os clipes no Live, sem nenhum trabalho de montagem e edição, e íamos disparando os clipes aleatoriamente, torcendo pra não fazer nenhuma bobagem e rezando pra sair alguma coisa que prestasse.
Descobrimos que, organizando a biblioteca do live em cenas (ou grooves) conseguiríamos ter um pouco mais de controle sobre o que tocamos. Isso significa que teríamos que gastar muitas horas combinando baterias, baixos e synths em estúdio, mas que na hora de tocar ficaria tudo muito mais simples e muito mais legal, sem perder a espontaneidade de um set ao vivo.
Também foi nesse ponto que comecei a personalizar a biblioteca de vídeos (saindo dos samples de filmes e tv e começando a incluir alguns loops vetoriais...), e começamos a fazer os laboratórios símios - dias inteiros dedicados a criar loops de animação - ou, como preferimos falar, embronimation (Walt Disney deve estar rolando no túmulo).
LLM 3.0: the supreme monkey
Controle é tudo. É só isso que posso dizer.
A maior revolução do Loop Le Monkey aconteceu quando abandonamos o teclado e mouse e investimos em controladores MIDI. Axiom 25, Trigger Finger, MD-P1-S.... um setup que, para qualquer geek que se preze, seria como ver a Jennifer Morrison nua!
Foi como se, de repente, os programas criassem vida. Agora conseguimos controlar tanto os clipes de áudio quanto os vídeos de maneira muito mais espontânea. Pra dizer de outra maneira: antes da adoção de controladores MIDI, o LLM funcionava na base da tijolada: soltava um clipe em cima do outro, sem transições, fade-ins e fade-outs, e não tínhamos como controlar efeitos e mixagem.
Ok, eu sei que parece meio forçado... mas quando começamos o LLM, não pensávamos em gastar dinheiro com controladores; essa necessidade surgiu quase que organicamente, ensaio após ensaio, conforme íamos percebendo que tínhamos idéias visuais e musicais que simplesmente não poderiam ser realizadas sem ter mais controle sobre os softwares.
LLM 3.X: the future of monkey
Os últimos clipes de ensaio e os sets mixados representam o LLM na sua versão 3.0. O que vai ser daqui pra frente, eu ainda não sei.
Computação física? Iluminação? Arduino? Controladores customizados? Animação generativa?
21/12/2008
Nem Madonna, nem Roberto Carlos | Insano Especial de Fim de Ano Loop Le Monkey
Insanidade temporária é como podemos resumir a noite de sábado, 20 de dezembro. Com vista para a piscina libertamos os símios selvagens que restavam dentro de nós. Foram dois sets alucinados com direito a bônus track no meio da loucura. Os convidados que não sofreram perfuração no tímpano permaneceram até o final da noite bebendo e fazendo figuração para a câmera. O resultado vocês vêem aqui.
No primeiro set fomos mais comportados e evitamos ferir os convidados, foi aquele som mais amigo mas com muito "punch", você nem vê passar a uma hora e pouquinho que ele dura.
Já no segundo a coisa começou normal, mas algum espírito macaco louco tomou nossos corpos o set foi pro inferno. A fita da filmadora acabou e nem notamos.
E de brinde ainda saiu uma faixa que o Chico batizou de "Macacos em conserva"
Daqui a pouco saem os videos e faremos um remendo no post.
No primeiro set fomos mais comportados e evitamos ferir os convidados, foi aquele som mais amigo mas com muito "punch", você nem vê passar a uma hora e pouquinho que ele dura.
Já no segundo a coisa começou normal, mas algum espírito macaco louco tomou nossos corpos o set foi pro inferno. A fita da filmadora acabou e nem notamos.
E de brinde ainda saiu uma faixa que o Chico batizou de "Macacos em conserva"
Daqui a pouco saem os videos e faremos um remendo no post.
Tags:
ableton live,
axiom 25,
Chico Rasia,
Cláudio Soares,
controller,
Edirol,
Gravação,
Live set,
Roland
08/12/2008
chimpanzés na coleira - parte II
Na tarde de sábado, enquanto todo mundo passeava no shopping fazendo compras pro natal, os laboratoristas do Loop Le Monkey estavam trabalhando arduamente, reorganizando bibliotecas, programando controladores e preparando o primeiro ensaio do LLM versão 3.0.
Pra quem está curioso: do lado esquerdo é a estação do cláudio, um macbook com o Ableton Live ligado num m-audio Trigger Finger - essa é a estação que controla as músicas, soltando loops e controlando efeitos e mixagem no Trigger Finger.
Do lado direito é a minha estação: um macbook rodando o Motion Dive Tokyo Console, ligado num Edirol MD-P1-S e num m-audio Axiom 25. Basicamente, o console do motion dive funciona como um mixer de vídeos, e o Axiom é usado pra controlar efeitos e disparar clipes. Em teoria, seria um setup ideal... mas existe um enorme porém: o motion dive é limitado no software a 200 clipes por sessão... e apesar de conhecer o motion dive há muito tempo, e ter fuçado em tudo quanto é review do programa, eu não sabia disso...
O que acontece quando chega no limite? é só ver o clipezinho abaixo, do anticlimático final do ensaio:
Estamos tentando entrar em contato com a Roland / Edirol pra ver se há alguma solução pra esse limite, então eu não vou demonizar o produto.
Ainda.
Só digo que é uma pena encontrar uma limitação como essa. O controlador (físico) é excelente, o software é fantástico em sua simplicidade - testei pelo menos outros cinco softwares pra VJ e nenhum chega nem perto do Motion Dive em questão de usabilidade e agilidade. Pra quem tá interessado em comprar o MD-P1-S, o que eu posso recomendar, por enquanto, é esperar umas semanas e acompanhar o desenrolar dessa história.
Tags:
ableton live,
axiom 25,
Chico Rasia,
Cláudio Soares,
controller,
Edirol,
m-audio,
MIDI,
Motiondive,
Roland,
VJ
30/11/2008
chimpanzés na coleira - parte I

Quando começamos o Loop Le Monkey, pensávamos que seria super simples... dois macbooks, e pronto. Nada de carregar instrumentos, caixa de som, potência...
Mas então nós começamos a evoluir como artistas, dominando melhor os softwares, aumentando nossas bibliotecas, e de repente surgiu a necessidade - ou seria vontade? - de ter mais controle durante a performance ao vivo.
Uns dois meses atrás, comprei um controlador Axiom 25 da m-audio. A idéia era usar o controlador pra programar linhas de baixo, bateria e synth, e não necessariamente pra performance ao vivo.
Numa bela manhã de sábado resolvemos juntar o Axiom com o Ableton Live; depois de um fim de semana programando a interface - mapeando todos os comandos esseciais do Live no controlador - conseguimos chegar num ponto em que conseguimos controlar a música sem parecer que estamos conferindo nossos emails ou acessando o orkut.

Não só ficou mais divertido, como conseguimos realmente controlar o que estamos tocando - entradas e saídas de canais, fade ins / fade outs, efeitos... A música ficou muito mais legal, e a performance muito mais energética.
O que ninguém esperava é que esse seria somente o primeiro passo numa "corrida armamentista" de controladores. Em menos de um mês mudamos completamente nossa concepção de setup ao vivo, com novos controladores e, agora, novas possibilidades musicais e visuais.
Mas isso vai ser assunto pro próximo post!
Tags:
ableton live,
axiom 25,
Chico Rasia,
Cláudio Soares,
controller,
m-audio,
Macbook,
MIDI
Assinar:
Postagens (Atom)
